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Thursday, December 30, 2010

E Deus criou um ícone: Vanessa Diskin



Primeiro foi João Zavaski, que abriu a sequência de posts-entrevista dedicada a apostas do blog para o mundo da moda. Agora é a vez de Vanessa Diskin. Fotógrafa, stylist e editora, ela vem ganhando seu [merecido] espaço no cenário fashion. Um de seus trabalhos já até foi mostrado aqui. Vamos então?!



Nome: Vanessa Diskin.
Signo: Touro.
Comida: Japa.
Música: Rock n Roll.
Uma mulher: Coco Chanel, Frida Kahlo, Claudine Claudel, Fernanda Young, Lolita Pille, Edith Piaf, Nico Icon, Clarice Lispector, Diana Vreeland e Madonna.
Um Homem: Alexander McQueen, Mahatma Ganghi, Jackson Ploock, Fertnando Pessoa, Ian Curtis, Jim Morrison, Salvador Dali, Oscar Wilde, Lord Byron, Jonny Deep e Sean Penn.
Um filme: Vicio estremo, impossível por a lista. Amor imenso mesmo!
Frase: Veni, Vidi, Vici. Os 3 Vs do poder, que está tatuado em meu braço esquerdo. Significa "Vim, Vi e Venci" é frase em latim de Júlio César.
Vanessa por Vanessa: Uma pessoa ímpar.





A entrevista:

1 - Como e quando começou sua carreira e gosto pela moda?
Vanessa Diskin - Sempre soube que ia acabar em alguma área artística, eu amo criar e não tem nada que dá mais prazer do que viver das próprias loucuras e experimentos. Minha liberdade está associada a minha criação, fazer arte pra mim é ago vital, se eu fico sem eu deprimo. Sempre tive uma mente inquieta, e a moda estava nas minhas veias. Eu desenhava desde quando era criança e era a aluna CDF em artes na escola. Eu acredito muito em vocação, a moda é a minha.

2 - Prefere ser fotógrafa, editora ou stylist? Por que?
VD- Tudo! São mercados muito próximos e que se alimentam juntos. Eu acredito que o bom profissional de moda é completo e sabe arcar com todas as esferas da área. No exterior é bastante comum encontrar profissionais polivalentes como exemplo: Karl Lagerfeld. Eu amo trabalhar com imagem e todas as facetas me atraem, porém, não nego que tenho queda por fotografia e em homenagem a esse amor tatuei uma máquina no meu pulso direito esse ano.

3 - O melhor e o pior das profissões que escolheu...
VD - O melhor da profissão é trabalhar com coisas icônicas, fantasiosas, que mexem com o mundo imaginativo das pessoas e acrescentam a suas vidas emoções, sentimentos e fantasias que podem trazer aos seus dias uma reflexão, um protesto, uma silhueta, uma tendência ou uma lembrança. Trabalhar com arte é ter que encarar a realidade do mercado que é restrito e que tem muito a crescer ainda para dar estabilidade para seus profissionais. Em suma: A guerra de Egos me broxa! Fica a dica.

4 - Quais suas referências e inspirações na hora de trabalhar?
VD - Tudo o que eu amo, vi e admiro. Gosto muito de uma frase do Ansel Adams que resume bem isso: "Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos."

5 - Para ser um bom fotógrafo, tem que ter...
VD - Fotografia. É uma questão de enquadramento, percepção e sensibilidade. Nenhum super equipado e super curso iram prover isso. É necessário ter o olhar apurado e clínico que consegue ver além da imagem. Vivemos num mundo de extrema competição e a sacada é enxergar o que ninguém vê. O bom fotógrafo para mim é o que tem sensibilidade no olhar, ele sente no coração porém exprime isso na imagem.

6 - Até que ponto a moda influência sua vida?
VD - Moda é expressão, é movimento, sentimentos, melancolias, sustos, energia, surpresas, mudanças e muito mais. Da pra ver moda em tudo. Moda provém do latim e a raiz da sua palavra é modus, que significa modo/maneira. Sendo assim é comportamento, tradição, cultura e etc. A moda está comigo o tempo todo, vai da música que eu coloco ao meu humor, é algo assim sabe? Faz parte da minha personalidade. Existe muita psicologia na moda e da pra fazer uma leitura da pessoa pela sua roupa e pelo seu jeito de portar. Acho isso apaixonante!

7 - A 1º década do século está acabando. O que aconteceu de importante nela que você levará para vida toda?
VD - Não sei dizer sobre o mundo aquilo que marcou e que eu vou levar, é uma questão pessoal o que me toca ou não. As coisas qeu realmente me marcam são quando elas chegam ao meu dia a dia e aos meus sentimentos. Essa década foi um loucura, muitas mudanças ocorreram e minha vida não foi diferente. O que vou levar dessa década são acontecimentos que se relacionam a minha vida, por exemplo: Quando McQueen se suicidou esse ano, eu estava passando por um período muito difícil também, onde eu lidava com a depressão e com o desanimo por ter perdido pessoas que eram meu porto seguro, assim como era a mãe do McQueen para ele. Lembro o quanto isso me chocou e quando eu senti pela perda de um dos meus grandes ídolos, que se mostrava tão sensível quanto eu na época.

8 - Como define a moda?
VD - Expliquei bastante na pergunta 6 né? Complementando tudo o que escrevi, moda para mim é uma forma de arte, mas é a arte que a gente veste e que caracteriza nossa pessoa. Apaixonei-me por moda justamente por isso, por ser uma arte ambulante, o que a torna mais expressiva e casual do que as outras artes. Obras geralmente são vistas em galerias, a moda é a arte que veste o corpo e que é capaz de transformar a identidade de uma pessoa. Existe algo teatral na moda, uma coisa meio personagem que me atrai muito.

9 - Para qual revista voc deseja fotografar?
VD - Dazed & Confused, V magazine, ID, Interview e Visionaire, Muse.

10 - O que acha dos blogueiros de moda e essa luta que existe entre eles e os editores de grandes sites?
VD - Acho que faz parte dessa era pós-moderna ou como diria o grande Gilles Lipovetsky, a era da Hipermodernidade. Faz parte do tempo em que vivemos termos essa guerra de opiniões entre as mídias, as pessoas e os formadores de opinião. O mundo já passou por várias mudanças, as informações hoje correm rápido e existem vários pontos de vista. Cada um quer provar sua opinião, expressar sua visão. É o individualismo que reina em cada um, é a ausência de verdade absoluta, é o livre arbítrio e a liberdade de expressão. Eu gosto disso, mostra autenticidade e variedade na mídia. Cabe ao leitor seguir a mídia que mais condiz com a sa realidade.

10 - Um conselho para quem está seguindo os passos na moda:
VD - Persistir sempre, não corromper seus valores e quem você é. Batalhar muito mesmo quando parece que o mundo vai cair. Ter fé, coragem, determinação e acima de tudo talento, vontade de arriscar e um ócio criativo. Esse é um mercado de altos e baixos e é necessário manter o foco sempre e acreditar.




Como de costume, os entrevistados do "E Deus criou um ícone" sempre deixam um aprendizado. Com Vanessa não foi diferente. Ela, que já deve estar em Israel/França, nos mostra [também] que humildade é mais do que bom. Como ela falou: "A guerra de Egos me broxa!" e como broxa né Brasil?! Ela é necessária, útil, e é bonita de se ver em qualquer ser. Seja ele da moda ou não. E mais, ela nos ensinou que a moda também é CULTURA. Que é mais que um desfile, editorial, roupa. E vamos aprender com ela, por favor.
A Vanessa, deixo meu grande beijo. Foi, com certeza, uma honra entrevistá-la. Muito amor, paz, saúde... Que 2011 seja mais que perfeito. Seja mais reluzente e brilhante que um arco-íris. E que possamos trabalhar juntos um dia. Se Deus quiser!!

Curtiram a Vanessa?! Eu a levo pra vida!!

site para contato: Vanessa Diskin.
Fotos: Vanessa Diskin.

Wednesday, October 6, 2010

E Deus criou um ícone: João Zavaski

Ok, é cedo para dizer que o modelo vindo de Zaparinga no Rio Grande do Sul vai virar um. Mas uma coisa já está firmada e ninguém pode contrariar: Ele está caminhando para isso. Estou me sentindo a última tapioca do sertão, pois consegui entrevistar um dos meus 3 modelos preferidos. João Gabriel Zavaski, na madrugada do domingo, aceitou fazer a entrevista pro blog (que mais pareceu um bate papo) meio que receoso. Ele em dezembro faz 17 anos e despontou depois da última temporada fashion no Brasil com seu estilo androgino e olhinhos caídos, conquistando a muitos fashionistas. Na madrugada desta última segunda (isso mesmo, de madrugada!!) conversamos sobre moda, futuro, homossexualismo, futebol e ele mostra que apesar da pouca idade tem opinião formada e é profissional quanto ao seu trabalho.
Mas antes de conferir a entrevista, veja algumas curiosidades e trabalhos dele.


Nome: João Gabriel Zavaski
Comida: Churrasco
Música: Hard rock, rock clássico. Hey Jude - Beatles
Livro: Cuca Fundida - Woody Allen
Homem: ()
Mulher: Minha namorada
Frase: Não lembro nenhuma que me caracterize.

Na U Mag



Na Criativa de Agosto deste ano em A COLEÇÃO

Desfilando para British Colony, Ellus, Osklen e Ale Herchcovitch
Para o FFW



A ENTREVISTA

Remember My Name: Como começou a labuta na vida fashion?
João Zavaski: Através de um contato que eu tinha aqui em SP. Ele me chamou pra morar aqui e me levou na minha primeira agência em SP. Foi nela que comecei a labuta na vida fashion.

RMN: A vida de modelo é difícil?
Zavaski: A vida de modelo não é fácil. Você precisa ter foco, dedicação, muita paciência e saber o que realmente quer. Mas em compensação ela tem várias outras vantagens e proporciona oportunidades que outros tipos de vida não proporcionariam.

RMN: Sentiu muita diferença depois que foi pra JOY?
Zavaski: Não senti muita diferença. O tratamento nas duas agências é parecido, os clientes nào mudam muito. A única diferença que senti é que a JOY tem uma estrutura e um suporte internacional melhor.

RMN: Fiquei sabendo sobre seu sonho de ser jogador de futebol. O sonho foi substituído ou foi adiado por um tempo?
Zavaski: Eu jogava futebol quando era mais novo, e até pensava em ser jogador, mas mesmo antes de me tornar modelo j;a tinha parado de jogar ... Eu até que não era ruim mas me dei conta de que futebol era apenas um hobby, não uma profissão.

RMN: Na moda ou em qualquer outra profissão existem pessoas que nos criticam e que anseiam para nos colocar pra baixo. Você sente isso entre vocês modelos?
Zavaski: Entre homens é difícil de acontecer isso, ou até mesmo perceber facilmente. Mas sempre tem aqueles modelos que você não dá muita confiança ou está sempre com o é atrás com eles.

RMN: Você tem alguma marca pra qual adora desfilar? Tem alguma que sonha desfilar?
Zavaski: Não posso dizer apenas uma marca, pois aquela equipe de produção que a gente se relaciona faz vários desfiles. Mas uma marca que eu gosto de trabalhar é para a Amapô. Eu gostaria muito de desfilar para Prada e para Calvin Klein.

RMN: Pensa em trabalhar em outra área da moda?
Zavaski: Por enquanto não pensao em trabalhar em alguma outra área da moda. Eu gosto muito de fotografia, mas não sei se levaria como profissão, acho que mais como Hobby.

RMN: Moda é coisa de GAY?
Zavaski: A moda exige uma sensibilidade que pouquíssimos homens possui. No entanto os gays possuem isso, além de se interessarem por esse assunto já por natureza.

RMN: Você sabe de várias histórias de modelos que saem com estilistas para terem uma carreira melhor. E isto é uma verdade que queima o filme de muitos. Qual sua opinião? Vale tudo para crescer?
Zavaski: Eu não concordo com esse tipo de coisa. Se o modelo quiser ser amigo do estilista ou produtor ainda vai, mas sair com alguém só pra conseguir trabalho é totalmente anti ético e nada profissional, além de não ser bom pra imagem do modelo.

RMN: Segundo afirmação de Nany People em A Fazenda 3: Beleza meu bem, não dura 8 OUTONOS. Caso esses 8 outonos acabem pra você, o que pensar em fazer já que o povo fashion valoriza até demais a beleza?
Zavaski: Estou apenas começando na moda, espero que ainda demore para que esses 8 outonos acabem. No entanto, antes que meu tempo de modelo termine quero ter alguma outra profissão emcaminhada, mas não sei bem o que ainda.

RMN: Você sabe é o preferido de muitos, inclusive meu. Dá medo desse reconhecimento todo com apenas 2 temporadas na bagagem?
Zavaski: Eu acredito que não devo temer um possível reconhecimento ou admiração. Ter reconhecimento pra mim é apenas mais um motivo pra continuar trabalhando e me dedicando ao que faço, e se isso for utilizado corretamente pode ajudar muito mais a frente.

RMN: Modelos encaram situações hiper difíceis. Raspa cabelo, tira foto nu, desfila e faz carão, agora haja normalmente. E você, com seus 16 anos apurados, fez um ensaio quase nu. Foi complicado?
Zavaski: Foi difícil, mas a equipe ajudou bastante. Eu já tinha trabalhado com o fotógrafo e o produtor, e eles foram super profissionais comigo. Além disso em nenhum momento eu tive que ficar totalmente nu na frente da equipe, sempre tinha uma coisa tapando.

RMN: Qual conselho você dá para os garotos que queriam começar a vida de model?
Zavaski: Não acredite em tudo o que as pessoas te falam, a maioria das coisas são só meias verdades.

E esse foi o bate bato que eu tive com o Jão. Depois dessa entrevista minha admiração pelo seu trabalho só cresceu. Como eu falei, esse garoto está caminhando para ser Top, coisa que poucos ou nenhum modelo masculino é. O mais engraçado foi no final da entrevista, depois que eu agradeci. Ele retornou agradecendo como se fosse ele que tivesse sendo o entrevistador e eu um famosão. E ainda tirei uma lição desse papo: Nem todos os fashionistas, modelos, estilistas (...) são metidos, como todos falam. Se a grande maioria dos profissionais tivessem metade da humildade desse garoto a moda seria bem menos arrogante, e vocês sabem do que falo.

E pra você Zavaski, parabéns pelo ÓTIMO trabalho, pelo profissionalismo, pela educação, maturidade e pela atenção na entrevista. Como já te falei, espero trabalhar com você um dia. Obrigado por tudo.

Mas, e vocês? Curtiram a entrevista e o Zavaski?