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Sunday, April 10, 2011

João Zavaski by Kristiina Wilson for FIASCO

A Fiasco [#10] de abril, que conta com 272 lindas páginas e 4 capas, traz meu querídissmo João Zavaski no editorial Its Wonderful Life, com fotos de Kristiina Wilson. Já gosto da revista só por trazer o Jão no editorial e o Christian Plauche em uma de suas capas. Fora que a revista também tem uma versão online, que achei amor por demais!!!

Thursday, December 30, 2010

E Deus criou um ícone: Vanessa Diskin



Primeiro foi João Zavaski, que abriu a sequência de posts-entrevista dedicada a apostas do blog para o mundo da moda. Agora é a vez de Vanessa Diskin. Fotógrafa, stylist e editora, ela vem ganhando seu [merecido] espaço no cenário fashion. Um de seus trabalhos já até foi mostrado aqui. Vamos então?!



Nome: Vanessa Diskin.
Signo: Touro.
Comida: Japa.
Música: Rock n Roll.
Uma mulher: Coco Chanel, Frida Kahlo, Claudine Claudel, Fernanda Young, Lolita Pille, Edith Piaf, Nico Icon, Clarice Lispector, Diana Vreeland e Madonna.
Um Homem: Alexander McQueen, Mahatma Ganghi, Jackson Ploock, Fertnando Pessoa, Ian Curtis, Jim Morrison, Salvador Dali, Oscar Wilde, Lord Byron, Jonny Deep e Sean Penn.
Um filme: Vicio estremo, impossível por a lista. Amor imenso mesmo!
Frase: Veni, Vidi, Vici. Os 3 Vs do poder, que está tatuado em meu braço esquerdo. Significa "Vim, Vi e Venci" é frase em latim de Júlio César.
Vanessa por Vanessa: Uma pessoa ímpar.





A entrevista:

1 - Como e quando começou sua carreira e gosto pela moda?
Vanessa Diskin - Sempre soube que ia acabar em alguma área artística, eu amo criar e não tem nada que dá mais prazer do que viver das próprias loucuras e experimentos. Minha liberdade está associada a minha criação, fazer arte pra mim é ago vital, se eu fico sem eu deprimo. Sempre tive uma mente inquieta, e a moda estava nas minhas veias. Eu desenhava desde quando era criança e era a aluna CDF em artes na escola. Eu acredito muito em vocação, a moda é a minha.

2 - Prefere ser fotógrafa, editora ou stylist? Por que?
VD- Tudo! São mercados muito próximos e que se alimentam juntos. Eu acredito que o bom profissional de moda é completo e sabe arcar com todas as esferas da área. No exterior é bastante comum encontrar profissionais polivalentes como exemplo: Karl Lagerfeld. Eu amo trabalhar com imagem e todas as facetas me atraem, porém, não nego que tenho queda por fotografia e em homenagem a esse amor tatuei uma máquina no meu pulso direito esse ano.

3 - O melhor e o pior das profissões que escolheu...
VD - O melhor da profissão é trabalhar com coisas icônicas, fantasiosas, que mexem com o mundo imaginativo das pessoas e acrescentam a suas vidas emoções, sentimentos e fantasias que podem trazer aos seus dias uma reflexão, um protesto, uma silhueta, uma tendência ou uma lembrança. Trabalhar com arte é ter que encarar a realidade do mercado que é restrito e que tem muito a crescer ainda para dar estabilidade para seus profissionais. Em suma: A guerra de Egos me broxa! Fica a dica.

4 - Quais suas referências e inspirações na hora de trabalhar?
VD - Tudo o que eu amo, vi e admiro. Gosto muito de uma frase do Ansel Adams que resume bem isso: "Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos."

5 - Para ser um bom fotógrafo, tem que ter...
VD - Fotografia. É uma questão de enquadramento, percepção e sensibilidade. Nenhum super equipado e super curso iram prover isso. É necessário ter o olhar apurado e clínico que consegue ver além da imagem. Vivemos num mundo de extrema competição e a sacada é enxergar o que ninguém vê. O bom fotógrafo para mim é o que tem sensibilidade no olhar, ele sente no coração porém exprime isso na imagem.

6 - Até que ponto a moda influência sua vida?
VD - Moda é expressão, é movimento, sentimentos, melancolias, sustos, energia, surpresas, mudanças e muito mais. Da pra ver moda em tudo. Moda provém do latim e a raiz da sua palavra é modus, que significa modo/maneira. Sendo assim é comportamento, tradição, cultura e etc. A moda está comigo o tempo todo, vai da música que eu coloco ao meu humor, é algo assim sabe? Faz parte da minha personalidade. Existe muita psicologia na moda e da pra fazer uma leitura da pessoa pela sua roupa e pelo seu jeito de portar. Acho isso apaixonante!

7 - A 1º década do século está acabando. O que aconteceu de importante nela que você levará para vida toda?
VD - Não sei dizer sobre o mundo aquilo que marcou e que eu vou levar, é uma questão pessoal o que me toca ou não. As coisas qeu realmente me marcam são quando elas chegam ao meu dia a dia e aos meus sentimentos. Essa década foi um loucura, muitas mudanças ocorreram e minha vida não foi diferente. O que vou levar dessa década são acontecimentos que se relacionam a minha vida, por exemplo: Quando McQueen se suicidou esse ano, eu estava passando por um período muito difícil também, onde eu lidava com a depressão e com o desanimo por ter perdido pessoas que eram meu porto seguro, assim como era a mãe do McQueen para ele. Lembro o quanto isso me chocou e quando eu senti pela perda de um dos meus grandes ídolos, que se mostrava tão sensível quanto eu na época.

8 - Como define a moda?
VD - Expliquei bastante na pergunta 6 né? Complementando tudo o que escrevi, moda para mim é uma forma de arte, mas é a arte que a gente veste e que caracteriza nossa pessoa. Apaixonei-me por moda justamente por isso, por ser uma arte ambulante, o que a torna mais expressiva e casual do que as outras artes. Obras geralmente são vistas em galerias, a moda é a arte que veste o corpo e que é capaz de transformar a identidade de uma pessoa. Existe algo teatral na moda, uma coisa meio personagem que me atrai muito.

9 - Para qual revista voc deseja fotografar?
VD - Dazed & Confused, V magazine, ID, Interview e Visionaire, Muse.

10 - O que acha dos blogueiros de moda e essa luta que existe entre eles e os editores de grandes sites?
VD - Acho que faz parte dessa era pós-moderna ou como diria o grande Gilles Lipovetsky, a era da Hipermodernidade. Faz parte do tempo em que vivemos termos essa guerra de opiniões entre as mídias, as pessoas e os formadores de opinião. O mundo já passou por várias mudanças, as informações hoje correm rápido e existem vários pontos de vista. Cada um quer provar sua opinião, expressar sua visão. É o individualismo que reina em cada um, é a ausência de verdade absoluta, é o livre arbítrio e a liberdade de expressão. Eu gosto disso, mostra autenticidade e variedade na mídia. Cabe ao leitor seguir a mídia que mais condiz com a sa realidade.

10 - Um conselho para quem está seguindo os passos na moda:
VD - Persistir sempre, não corromper seus valores e quem você é. Batalhar muito mesmo quando parece que o mundo vai cair. Ter fé, coragem, determinação e acima de tudo talento, vontade de arriscar e um ócio criativo. Esse é um mercado de altos e baixos e é necessário manter o foco sempre e acreditar.




Como de costume, os entrevistados do "E Deus criou um ícone" sempre deixam um aprendizado. Com Vanessa não foi diferente. Ela, que já deve estar em Israel/França, nos mostra [também] que humildade é mais do que bom. Como ela falou: "A guerra de Egos me broxa!" e como broxa né Brasil?! Ela é necessária, útil, e é bonita de se ver em qualquer ser. Seja ele da moda ou não. E mais, ela nos ensinou que a moda também é CULTURA. Que é mais que um desfile, editorial, roupa. E vamos aprender com ela, por favor.
A Vanessa, deixo meu grande beijo. Foi, com certeza, uma honra entrevistá-la. Muito amor, paz, saúde... Que 2011 seja mais que perfeito. Seja mais reluzente e brilhante que um arco-íris. E que possamos trabalhar juntos um dia. Se Deus quiser!!

Curtiram a Vanessa?! Eu a levo pra vida!!

site para contato: Vanessa Diskin.
Fotos: Vanessa Diskin.

Thursday, November 4, 2010

Eu e minha Androginia


(Twiggy)

No Wikipédia: " Androginia > Mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino [...] É um caráter do comportamento e da aparência individual ou mesmo sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual [...] ".

Na moda a androginia ressurgiu. O verão 2011 promete trazer pessoas vestidas como tal. Misturando as características de ambos os sexos.


(Agnes D.)

Na última semana de moda de Paris, Balenciaga apresentou um desfile todo trabalhado na androginia. As peças, as modelos, a maneira que elas se portavam. Um desfile ousado, estruturado. Perfeito. Um dos mais lindos que já vi.



(Summer 2011, Balenciaga)

No Brasil possuímos vários modelos que carregam tais traços. Raquel Z., Aline Weber, João Zavaski, Lucas M. (quando imposto) e muitos outros. Fora daqui, o meu preferido é o Andrej Pejic. Ele é uma mistura de Barbie com Ken magro. Está começando na carreira, mas já fez alguns ótimos trabalhos.


(Andrej e Lucas)


(Desfile Ale Herchcovitch Summer 2011)


(João Zavaski)

Bem, a androginia começou a aparecer novamente nas temporada de inverno passada. Agora no Verão 2011 veio com força máxima. Foi visto em Paris, Milão, Brasil [...]





Para "aderir" a tendência, as pessoas que não possuem tais traços podem misturar peças do vestuário feminino e masculino. Usar gola V, calça skinny, sobreposições, shortinhos [...] Existem diversas maneiras de parecer um andrógeno. Eu acho super, e já aderi tem um tempo.
O mais legal? As pessoas tentando saber quem é você de verdade. Uma comédia.

Mas e você, vai aderir também?
Ou você já nasceu assim?

Wednesday, October 6, 2010

E Deus criou um ícone: João Zavaski

Ok, é cedo para dizer que o modelo vindo de Zaparinga no Rio Grande do Sul vai virar um. Mas uma coisa já está firmada e ninguém pode contrariar: Ele está caminhando para isso. Estou me sentindo a última tapioca do sertão, pois consegui entrevistar um dos meus 3 modelos preferidos. João Gabriel Zavaski, na madrugada do domingo, aceitou fazer a entrevista pro blog (que mais pareceu um bate papo) meio que receoso. Ele em dezembro faz 17 anos e despontou depois da última temporada fashion no Brasil com seu estilo androgino e olhinhos caídos, conquistando a muitos fashionistas. Na madrugada desta última segunda (isso mesmo, de madrugada!!) conversamos sobre moda, futuro, homossexualismo, futebol e ele mostra que apesar da pouca idade tem opinião formada e é profissional quanto ao seu trabalho.
Mas antes de conferir a entrevista, veja algumas curiosidades e trabalhos dele.


Nome: João Gabriel Zavaski
Comida: Churrasco
Música: Hard rock, rock clássico. Hey Jude - Beatles
Livro: Cuca Fundida - Woody Allen
Homem: ()
Mulher: Minha namorada
Frase: Não lembro nenhuma que me caracterize.

Na U Mag



Na Criativa de Agosto deste ano em A COLEÇÃO

Desfilando para British Colony, Ellus, Osklen e Ale Herchcovitch
Para o FFW



A ENTREVISTA

Remember My Name: Como começou a labuta na vida fashion?
João Zavaski: Através de um contato que eu tinha aqui em SP. Ele me chamou pra morar aqui e me levou na minha primeira agência em SP. Foi nela que comecei a labuta na vida fashion.

RMN: A vida de modelo é difícil?
Zavaski: A vida de modelo não é fácil. Você precisa ter foco, dedicação, muita paciência e saber o que realmente quer. Mas em compensação ela tem várias outras vantagens e proporciona oportunidades que outros tipos de vida não proporcionariam.

RMN: Sentiu muita diferença depois que foi pra JOY?
Zavaski: Não senti muita diferença. O tratamento nas duas agências é parecido, os clientes nào mudam muito. A única diferença que senti é que a JOY tem uma estrutura e um suporte internacional melhor.

RMN: Fiquei sabendo sobre seu sonho de ser jogador de futebol. O sonho foi substituído ou foi adiado por um tempo?
Zavaski: Eu jogava futebol quando era mais novo, e até pensava em ser jogador, mas mesmo antes de me tornar modelo j;a tinha parado de jogar ... Eu até que não era ruim mas me dei conta de que futebol era apenas um hobby, não uma profissão.

RMN: Na moda ou em qualquer outra profissão existem pessoas que nos criticam e que anseiam para nos colocar pra baixo. Você sente isso entre vocês modelos?
Zavaski: Entre homens é difícil de acontecer isso, ou até mesmo perceber facilmente. Mas sempre tem aqueles modelos que você não dá muita confiança ou está sempre com o é atrás com eles.

RMN: Você tem alguma marca pra qual adora desfilar? Tem alguma que sonha desfilar?
Zavaski: Não posso dizer apenas uma marca, pois aquela equipe de produção que a gente se relaciona faz vários desfiles. Mas uma marca que eu gosto de trabalhar é para a Amapô. Eu gostaria muito de desfilar para Prada e para Calvin Klein.

RMN: Pensa em trabalhar em outra área da moda?
Zavaski: Por enquanto não pensao em trabalhar em alguma outra área da moda. Eu gosto muito de fotografia, mas não sei se levaria como profissão, acho que mais como Hobby.

RMN: Moda é coisa de GAY?
Zavaski: A moda exige uma sensibilidade que pouquíssimos homens possui. No entanto os gays possuem isso, além de se interessarem por esse assunto já por natureza.

RMN: Você sabe de várias histórias de modelos que saem com estilistas para terem uma carreira melhor. E isto é uma verdade que queima o filme de muitos. Qual sua opinião? Vale tudo para crescer?
Zavaski: Eu não concordo com esse tipo de coisa. Se o modelo quiser ser amigo do estilista ou produtor ainda vai, mas sair com alguém só pra conseguir trabalho é totalmente anti ético e nada profissional, além de não ser bom pra imagem do modelo.

RMN: Segundo afirmação de Nany People em A Fazenda 3: Beleza meu bem, não dura 8 OUTONOS. Caso esses 8 outonos acabem pra você, o que pensar em fazer já que o povo fashion valoriza até demais a beleza?
Zavaski: Estou apenas começando na moda, espero que ainda demore para que esses 8 outonos acabem. No entanto, antes que meu tempo de modelo termine quero ter alguma outra profissão emcaminhada, mas não sei bem o que ainda.

RMN: Você sabe é o preferido de muitos, inclusive meu. Dá medo desse reconhecimento todo com apenas 2 temporadas na bagagem?
Zavaski: Eu acredito que não devo temer um possível reconhecimento ou admiração. Ter reconhecimento pra mim é apenas mais um motivo pra continuar trabalhando e me dedicando ao que faço, e se isso for utilizado corretamente pode ajudar muito mais a frente.

RMN: Modelos encaram situações hiper difíceis. Raspa cabelo, tira foto nu, desfila e faz carão, agora haja normalmente. E você, com seus 16 anos apurados, fez um ensaio quase nu. Foi complicado?
Zavaski: Foi difícil, mas a equipe ajudou bastante. Eu já tinha trabalhado com o fotógrafo e o produtor, e eles foram super profissionais comigo. Além disso em nenhum momento eu tive que ficar totalmente nu na frente da equipe, sempre tinha uma coisa tapando.

RMN: Qual conselho você dá para os garotos que queriam começar a vida de model?
Zavaski: Não acredite em tudo o que as pessoas te falam, a maioria das coisas são só meias verdades.

E esse foi o bate bato que eu tive com o Jão. Depois dessa entrevista minha admiração pelo seu trabalho só cresceu. Como eu falei, esse garoto está caminhando para ser Top, coisa que poucos ou nenhum modelo masculino é. O mais engraçado foi no final da entrevista, depois que eu agradeci. Ele retornou agradecendo como se fosse ele que tivesse sendo o entrevistador e eu um famosão. E ainda tirei uma lição desse papo: Nem todos os fashionistas, modelos, estilistas (...) são metidos, como todos falam. Se a grande maioria dos profissionais tivessem metade da humildade desse garoto a moda seria bem menos arrogante, e vocês sabem do que falo.

E pra você Zavaski, parabéns pelo ÓTIMO trabalho, pelo profissionalismo, pela educação, maturidade e pela atenção na entrevista. Como já te falei, espero trabalhar com você um dia. Obrigado por tudo.

Mas, e vocês? Curtiram a entrevista e o Zavaski?