A ENTREVISTA
Remember My Name: Como começou a labuta na vida fashion?
João Zavaski: Através de um contato que eu tinha aqui em SP. Ele me chamou pra morar aqui e me levou na minha primeira agência em SP. Foi nela que comecei a labuta na vida fashion
.
RMN: A vida de modelo é difícil?
Zavaski: A vida de modelo não é fácil. Você precisa ter foco, dedicação, muita paciência e saber o que realmente quer. Mas em compensação ela tem várias outras vantagens e proporciona oportunidades que outros tipos de vida não proporcionariam.
RMN: Sentiu muita diferença depois que foi pra JOY?
Zavaski: Não senti muita diferença. O tratamento nas duas agências é parecido, os clientes nào mudam muito. A única diferença que senti é que a JOY tem uma estrutura e um suporte internacional melhor.
RMN: Fiquei sabendo sobre seu sonho de ser jogador de futebol. O sonho foi substituído ou foi adiado por um tempo?
Zavaski: Eu jogava futebol quando era mais novo, e até pensava em ser jogador, mas mesmo antes de me tornar modelo j;a tinha parado de jogar ... Eu até que não era ruim mas me dei conta de que futebol era apenas um hobby, não uma profissão.
RMN: Na moda ou em qualquer outra profissão existem pessoas que nos criticam e que anseiam para nos colocar pra baixo. Você sente isso entre vocês modelos?
Zavaski: Entre homens é difícil de acontecer isso, ou até mesmo perceber facilmente. Mas sempre tem aqueles modelos que você não dá muita confiança ou está sempre com o é atrás com eles.
RMN: Você tem alguma marca pra qual adora desfilar? Tem alguma que sonha desfilar?
Zavaski: Não posso dizer apenas uma marca, pois aquela equipe de produção que a gente se relaciona faz vários desfiles. Mas uma marca que eu gosto de trabalhar é para a Amapô. Eu gostaria muito de desfilar para Prada e para Calvin Klein.
RMN: Pensa em trabalhar em outra área da moda?
Zavaski: Por enquanto não pensao em trabalhar em alguma outra área da moda. Eu gosto muito de fotografia, mas não sei se levaria como profissão, acho que mais como Hobby.
RMN: Moda é coisa de GAY?
Zavaski: A moda exige uma sensibilidade que pouquíssimos homens possui. No entanto os gays possuem isso, além de se interessarem por esse assunto já por natureza.
RMN: Você sabe de várias histórias de modelos que
saem com estilistas para terem uma carreira melhor. E isto é uma verdade que queima o filme de muitos. Qual sua opinião? Vale tudo para crescer?
Zavaski: Eu não concordo com esse tipo de coisa. Se o modelo quiser ser amigo do estilista ou produtor ainda vai, mas sair com alguém só pra conseguir trabalho é totalmente anti ético e nada profissional, além de não ser bom pra imagem do modelo.
RMN: Segundo afirmação de
Nany People em
A Fazenda 3:
Beleza meu bem, não dura 8 OUTONOS. Caso esses
8 outonos acabem pra você, o que pensar em fazer já que o povo fashion valoriza até demais a beleza?
Zavaski: Estou apenas começando na moda, espero que ainda demore para que esses
8 outonos acabem. No entanto, antes que meu tempo de modelo termine quero ter alguma outra profissão emcaminhada, mas não sei bem o que ainda.
RMN: Você sabe é o preferido de muitos, inclusive meu. Dá medo desse reconhecimento todo com apenas 2 temporadas na bagagem?
Zavaski: Eu acredito que não devo temer um possível reconhecimento ou admiração. Ter reconhecimento pra mim é apenas mais um motivo pra continuar trabalhando e me dedicando ao que faço, e se isso for utilizado corretamente pode ajudar muito mais a frente.
RMN: Modelos encaram situações hiper difíceis. Raspa cabelo, tira foto nu, desfila e faz carão, agora haja normalmente. E você, com seus 16 anos apurados, fez um ensaio quase nu. Foi complicado?
Zavaski: Foi difícil, mas a equipe ajudou bastante. Eu já tinha trabalhado com o fotógrafo e o produtor, e eles foram super profissionais comigo. Além disso em nenhum momento eu tive que ficar totalmente nu na frente da equipe, sempre tinha uma coisa tapando.
RMN: Qual conselho você dá para os garotos que queriam começar a vida de model?
Zavaski: Não acredite em tudo o que as pessoas te falam, a maioria das coisas são só meias verdades.
E esse foi o bate bato que eu tive com o
Jão. Depois dessa entrevista minha admiração pelo seu trabalho só cresceu. Como eu falei, esse garoto está caminhando para ser
Top, coisa que poucos ou nenhum modelo masculino é. O mais engraçado foi no final da entrevista, depois que eu agradeci. Ele retornou agradecendo como se fosse ele que tivesse sendo o entrevistador e eu um famosão. E ainda tirei uma lição desse papo:
Nem todos os fashionistas, modelos, estilistas (...) são metidos, como todos falam. Se a grande maioria dos profissionais tivessem metade da humildade desse garoto a moda seria bem menos arrogante, e vocês sabem do que falo.
E pra você
Zavaski, parabéns pelo
ÓTIMO trabalho, pelo profissionalismo, pela educação, maturidade e pela atenção na entrevista. Como já te falei, espero trabalhar com você um dia. Obrigado por tudo.
Mas, e vocês? Curtiram a entrevista e o Zavaski?